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sábado, 10 de outubro de 2026

Lendo e Refletindo: algumas perguntas merecem mais do que respostas prontas

 

Vivemos em uma época em que podemos encontrar respostas para quase tudo em poucos segundos. Recebemos informações o tempo inteiro, assistimos a vídeos, lemos frases compartilhadas nas redes sociais e seguimos adiante, muitas vezes sem dedicar alguns minutos ao que acabamos de ver.

Mas existe uma diferença entre ler uma mensagem e realmente refletir sobre ela.

Uma frase pode nos emocionar por alguns instantes. Uma história pode despertar nossa admiração. Um filme pode nos fazer chorar. Porém, o que acontece quando fechamos o livro, desligamos a televisão ou voltamos à rotina? Será que alguma coisa permanece? Será que aquilo que lemos ou assistimos é capaz de modificar a maneira como enxergamos a nós mesmos e as pessoas ao nosso redor?

É nesse espaço, entre aquilo que encontramos e aquilo que somos capazes de compreender, que o Lendo e Refletindo inicia uma nova fase.

Mais do que ler, compreender

A proposta deste espaço é simples, mas exige disposição: olhar para além das aparências, questionar certezas e considerar perspectivas que nem sempre correspondem àquilo em que acreditamos.

Vamos falar sobre comportamento humano, relacionamentos, escolhas, dificuldades, sonhos e contradições. Vamos explorar livros que provocam inquietações, filmes que deixam marcas e histórias que nos ajudam a compreender um pouco melhor a complexidade da vida.

Não será necessário concordar com todas as ideias apresentadas. Pelo contrário: uma reflexão verdadeiramente interessante também pode nascer da discordância.

O importante é que possamos pensar antes de julgar, escutar antes de condenar e reconhecer que nem sempre conhecemos todos os elementos de uma situação.

Afinal, quantas vezes formamos uma opinião sobre alguém sem conhecer sua história? Quantas vezes defendemos uma decisão sem considerar suas consequências? E quantas vezes insistimos em uma certeza simplesmente porque admitir a possibilidade de estarmos errados seria desconfortável?

As histórias que nos ensinam sem dar lições

Alguns filmes nos apresentam personagens que enfrentam situações extremas. Outros mostram pessoas comuns diante de decisões que poderiam acontecer em qualquer família, amizade ou relacionamento.

Há histórias sobre superação que nos inspiram, mas também existem aquelas que nos obrigam a questionar o que entendemos por coragem, justiça, felicidade e sucesso.

O mesmo acontece com os livros. Algumas páginas oferecem conforto; outras provocam incômodo. E, às vezes, justamente aquilo que nos incomoda merece uma segunda leitura.

Não queremos apenas contar o que acontece em uma história. Queremos explorar as questões que ela desperta.

O que as escolhas de um personagem revelam sobre a natureza humana? Poderíamos agir de maneira diferente se estivéssemos na mesma situação? Até que ponto nossas convicções resistem quando somos colocados à prova?

Essas perguntas não precisam de respostas imediatas. Algumas merecem permanecer conosco por muito tempo.

Olhar para dentro também exige coragem

É relativamente fácil identificar os erros dos outros. Mais difícil é perceber os mecanismos que utilizamos para justificar os nossos.

Reconhecer uma falha pode ameaçar a imagem que construímos de nós mesmos. Mudar de opinião pode exigir o abandono de certezas antigas. Pedir desculpas pode significar aceitar que nossas intenções, por melhores que fossem, não anulam as consequências de nossas atitudes.

Isso não significa que devemos viver procurando defeitos em nós mesmos ou desconfiando de cada decisão. Significa apenas compreender que o autoconhecimento não consiste em confirmar tudo aquilo que pensamos sobre quem somos.

Às vezes, crescer exige descobrir que nossa interpretação não era a única possível. Em outras ocasiões, significa aceitar que não podemos controlar todas as circunstâncias, mas ainda somos responsáveis pela maneira como respondemos a elas.

Talvez uma das perguntas mais importantes que possamos fazer a nós mesmos seja esta: estamos dispostos a descobrir algo sobre nós que ainda não sabemos ou queremos apenas encontrar argumentos para continuar acreditando naquilo que já pensamos?

Um convite à reflexão

O Lendo e Refletindo nasce desta vontade de criar um espaço em que as palavras não sejam apenas consumidas e esquecidas, mas sirvam de ponto de partida para novas perguntas, conversas e descobertas.

Aqui, vamos encontrar reflexões sobre a vida, análises de filmes e livros, histórias inspiradoras e temas relacionados ao comportamento humano. Não para oferecer fórmulas prontas de felicidade ou ensinar a alguém como deve viver, mas para ampliar perspectivas e estimular o pensamento crítico.

Você poderá concordar, discordar, acrescentar uma experiência pessoal ou apresentar uma interpretação diferente. Cada contribuição respeitosa poderá enriquecer a conversa.

Porque refletir não é apenas pensar sobre o mundo. É também reconhecer que a maneira como enxergamos esse mundo influencia nossas escolhas, nossas relações e a história que construímos.

Se uma leitura nos faz parar por alguns instantes, já despertou nossa atenção. Se nos faz questionar nossas próprias certezas, talvez tenha começado a cumprir um papel ainda mais importante.

E você?

Quando encontra uma ideia que contraria aquilo em que acredita, procura compreender uma perspectiva diferente ou busca razões para provar que já estava certo?

Talvez essa seja uma boa pergunta para inaugurar esta nova fase.

Seja bem-vindo ao Lendo e Refletindo.

Leia. Questione. Reflita.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

✨✨REFLEXÃO!!!✨✨


✅ Um famoso escritor estava em sua sala de estudo. Pegou a caneta e começou a escrever:

📌 No ano passado precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Tive que ficar de cama por um bom tempo.
📌 Nesse mesmo ano, cheguei a idade de 60 anos e tive que renunciar ao meu trabalho favorito. Havia permanecido 30 anos naquele editorial.
📌 No mesmo ano, experimentei a dor pela morte de meu pai e meu filho fracassou em seu exame médico porque  teve um acidente  de automóvel e ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi outra perda.
 Ao final escreveu:
“FOI UM ANO MUITO MAL!”

✅ Quando a esposa do escritor entrou na sala, o encontrou triste em meio aos seus pensamentos. Por trás dele, leu o que estava escrito no papel.

Saiu da sala em silêncio e voltou com outro papel que colocou ao lado do papel de seu marido.  
Quando o escritor viu o papel, encontrou escrito o seguinte:

💞 No ano passado finalmente me desfiz de minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor.
💞 Completei 60 anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com maior paz e tranquilidade. 
💞 No mesmo ano, meu pai, com a idade de 95 anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, conheceu seu Criador.
💞 No mesmo ano, Deus abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo sem nenhuma sequela. 
Ao final, ela escreveu:
“ESSE ANO FOI UMA GRANDE BENÇÃO!”

Eram os mesmos acontecimentos, mas com pontos de vista diferentes.
Se refletimos que poderia ter acontecido algo mais estaremos verdadeiramente agradecidos ao Senhor.

👎 Não é a FELICIDADE que nos faz AGRADECIDOS,
👍 mas, sim, o AGRADECIMENTO que nos faz FELIZES!

Sempre há algo para agradecer!
Você escolhe como escrever sua história.

Passeando pelo Rio Grande do Sul

Voltando a postar no blog https://passeandors.blogspot.com/ . Informações para quem quer passear no RS, principalmente nos finais de semanas.Informações objetivas, como nome do evento, local, data, horário, descrição, valor do ingresso, valor do estacionamento...

terça-feira, 4 de março de 2014

Humildade e generosidade

Certamente são duas das nossas mais simples virtudes, e das mais ricas e escassas.
Principalmente neste novo tempo, do eu tenho, do eu sou, do eu posso, do pode quem tem, do tem quem pode mais e do você sabe com quem está falando? Daí pra fora.

Esta escassez de humildade e generosidade é quase inaceitável, se compreendermos que mesmo os nossos sucessos são obras do acaso.
E não estamos nos referindo apenas àqueles que tivemos em decorrência de uma grande sacada ou por estar no lugar certo na hora certa, num quase acidente de percurso.
Mesmo pra aqueles que seus sucessos foram fruto de uma supra inteligência, eles definitivamente são obra do acaso, pois este diferencial de inteligência foi fruto de um acaso genético das interpolações do DNA dos seus progenitores, criando genes que permitiram esta condição, pelo mero acaso da variação genética.
Se considerar merecedor de 100% dos benefícios que esses atributos proporcionaram, realmente não faz muito sentido. Que meritocracia é esta em ter os genes certos "na hora certa"?

Pois, como bem disse outro beneficiado geneticamente, o brasileiro Stephen Kanitz, premiado escritor, administrador, consultor e conferencista formado em Harward, se ele e os empresários de sucessos e milionários, como Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, Jesse Eisenberg e Eike Batista, tivessem nascidos há 2.000 anos atrás, seriam trucidados se tentassem alcançar uma posição de destaque equivalente à época, pelo simples motivo de não terem o porte físico necessário para se tornar um grande comandante e guerreiro, por não terem os genes certos "na hora certa".

E esta humildade e generosidade, independente do acaso genético, deve ter lugar também nos grandes inventores, já que o cerne das suas importantes invenções, com raras exceções, são traduções exatas de expressões da própria natureza. Podemos encontrar estes "natiplágios" de sucesso na fita velcro dos carrapichos nos campos e florestas, do perfil aerodinâmico e "estrutura leve" do avião nos pássaros, da orientação magnética em séculos de navegação, na polêmica fusão nuclear e em muitos e muitos inventos e descobertas com paralelos no universo. Não há sentido a falta de humildade e generosidade nos indivíduos que conquistaram tanta glória por estas ditas "invenções".

Mesmo pelas grandes obras de escritores e pintores, quando eles expressam ao seu modo um tema, como uma linda flor ou paisagem. Pois, por mais que eles utilizem seus talentos, jamais poderão superar a real beleza e riqueza deste pequeno exemplo de natureza. E ainda terão que utilizar a sua humildade e generosidade da natureza para agradecer a ela, já que estarão de certo modo, se usurpando desta maravilha. Como um quase plágio.

É uma grande virtude sermos generosos com os nossos conviventes, em todas as nossas expressões, no motociclismo e fora dele, sem arrogância e altivez.

No motociclismo das antigas, este sentimento de estar sobre duas rodas na estrada com irmãos de fé e destino, era mais desapegado ao ano, marca e cilindrada da motocicleta e em que classe da sociedade cada um pertencia ou qual era o valor da sua conta bancária. Isso não importava.
Todo este negócio de genes certo "na hora certa" nem passava pelas nossas cabeças. Não havia diferenças, vivíamos uma plenitude de cumplicidade e entrega ao verdadeiro "ser motociclista".
Nós éramos “os caras” certos, no momento certo, com "um certo" veículo de duas rodas e num certo lugar que poderia ser qualquer um. Tudo muito simples.

Não há como negar, nosso mundo mudou e não tem volta.
Os nossos respeito e congratulações aos beneficiados geneticamente com os genes certos neste momento, idem para os que tiveram uma grande sacada ou estavam "acidentalmente" no lugar certo na hora certa. Sejam bem vindos. Mas se quiserem andar com a gente, muita calma companheiros, terão que se despir desta carapaça de bem sucedidos anunciados e vestir nossa indumentária, com todo os seus valores, com humildade e generosidade, pra a partir daí poder colocar muita estrada na veia.



Autor: Reinaldo Brosler