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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O SAPO E A COBRA

Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho. 
- Olá! Que é que você está fazendo estirada na estrada? 
- Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha, e você? 
- Um sapo. Vamos brincar? 
E eles brincaram a manhã toda no mato. 
- Vou ensinar você a pular. 
E eles pularam a tarde toda pela estrada. 
- Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando pelo tronco. 
Eles subiram. 
Ficaram com fome e foram embora, cada um para sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte. 
- Obrigada por me ensinar a pular. 
- Obrigado por me ensinar a subir na árvore. 
Em casa, o sapinho mostrou à mãe que sabia rastejar. 
- Quem ensinou isso para você? 
- A cobra, minha amiga. 
- Você não sabe que a família Cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de rastejar por aí. Não fica bem. 
Em casa, a cobrinha mostrou à mãe que sabia pular. 
- Quem ensinou isso para você? 
- O sapo, meu amigo. 
- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu bem com a família Sapo? Da próxima vez, agarre o sapo e... bom apetite! E pare de pular. Nós cobras não fazemos isso. 
No dia seguinte, cada um ficou na sua. 
- Acho que não posso rastejar com você hoje. 
A cobrinha olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: "Se ele chegar perto eu pulo e devoro ele." 
Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e deslizou para o mato. 
Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. 
Mas ficavam sempre no sol, pensando no único dia em que, sem considerar os preconceitos, foram amigos.




Extraído do Livro das Virtudes 

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